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GABRIELA, CRAVO E CANELA

Gabriela, Cravo e Canela obra de Jorge Amado publicada em 1958, apresentou aquela que é considerada por muitos, a personagem feminina mais sedutora já escrita por ele: Gabriela - A mulata, que vivia um romance com Nacib, encantava inúmeros homens de Ilhéus, colocando em xeque a férrea lei local que exigia que a desonra do adultério feminino fosse lavada com sangue.
Em 1960, a história foi transformada em telenovela pela TV Tupi. Realizada por Antônio Bulhões de Carvalho, com direção de Maurício Sherman, trazia no papel principal a atriz do teatro rebolado, Janete Vollu de Carvalho, na interpretação de Nacib, Renato Consorte e Tonico Bastos por Paulo Autran.

 
Mas foi em 1975, na Rede Globo, que Gabriela ganhou destaque no cenário nacional. A obra é um retorno ao chamado ciclo do cacau. Ao citar o universo de coronéis, jagunços, prostitutas e trambiqueiros de calibre variado, que desenham o horizonte da sociedade cacaueira. Na década de 20, na então rica e pacata Ilhéus, ansiando progressos, com intensa vida noturna litorânea, entre bares e bordéis, desenrola-se o drama, que acaba por tornar-se uma explosão de folia e luz, cor, som, sexo e riso.
A seleção para escolher quem viveria na tela a mulata sensual, que saía do sertão baiano para agitar a aparentemente pacata cidade de Ilhéus foi disputada por Ana Maria Magalhães, Marlene França, Vera Manhães e até a cantora Eliana Pitman, mas o diretor Walter Avancini já tinha feito a sua escolha: Sônia Braga, com quem acabara de trabalhar na novela Fogo Sobre Terra e explodia nas telas do cinema em outra criação de Jorge Amado, Dona Flor e Seus Dois Maridos.


Numa das cenas antológicas da TV brasileira, a doce e sapeca Gabriela (Sonia Braga) sobe no telhado de uma casa para pegar uma pipa que caiu por ali.

Em 1983 Gabriela, Cravo e Canela estreia nas telonas. Dirigido por Bruno Barreto, filmando em Parati, sul do estado do Rio de Janeiro, teve Sônia Braga como Gabriela e Marcello Mastroianni como Nacib.


O remake de 2012, que vai ao ar na próxima segunda feira dia 18, terá Juliana Paes como Gabriela. Gravada em Canavieiras no sul da Bahia, a novela retrata, a época áurea do cacau, dominada pelo conservadorismo dos coronéis liderados por Ramiro Bastos, vivido por Antonio Fagundes. Para defender a emblemática personagem, Juliana recebeu até a bênção de Sonia Braga, que se consagrou no papel. “Ela me parabenizou e disse que não poderia ter sido uma escolha melhor. Não gosto de ficar jogando confete em mim mesma, mas ela foi de uma generosidade enorme. Sonia é a grande inspiração para esse trabalho”, acrescentou a jovem estrela.

 
 

De acordo com o diretor-geral Mauro Mendonça Filho, a nova adaptação da obra se impôs por causa dos cem anos do escritor, que se comemoram em agosto. Para o autor Walcyr Carrasco, que sonhava adaptar romance há tempos, o remake leva vantagem sobre a novela original de 1975, feita sob os olhares atentos da ditadura. “Agora tudo, inclusive as passagens sobre a guerra dos coronéis que incomodavam a censura, poderá ser dito de maneira clara”, observou. Quem viu as cenas em que Juliana Paes aparece seminua ficou de queixo caído (não sei se bem isso!).  “A novela das onze é mais safadinha, né?” comentou Juliana após a apresentação!


EM SAMPA AS FOTOS DE 'EVA NEGRA' NUA

 
Tradicional narrativa bíblica de Adão e Eva é reproduzida de forma inusitada na exposição "Beleza Afro-Brasileira", em cartaz na Panamericana Escola de Arte e Design, no bairro de Higienópolis, São Paulo.
O fotógrafo italiano Giancarlo Mecarelli, 66, fez a produção de uma Eva negra envolta por uma cobra, que se junta a outras 29 fotos de mulheres afrodescendentes nuas. "Sempre tive essa ideia de realizar uma imagem para quebrar com o ícone da Eva europeia, quase que alemã. Quem disse que ela era branca?", diz Mecarelli.
A artista plástica paulistana Renata Felinto, 34, foi a escolhida para encarnar a figura feminina mítica. "No começo, fiquei na dúvida porque existem trabalhos de nu péssimos, de mau gosto. Mas quando vi o trabalho do Mecarelli, gostei da iluminação, dos efeitos. Achei sério", afirma a moradora de Taboão da Serra (Grande São Paulo).

 

Além de resgatar a beleza da mulher negra de uma forma simples, o fotógrafo teve a intenção de prestar homenagem a Jorge Amado: cada foto da exposição é acompanhada por um trecho da obra do autor baiano, todos selecionados pelo escritor Ovídio Poli Júnior. "Foi um trabalho muito agradável. Vendo algumas das imagens já me vinha logo a associação com determinada história. O objetivo é mostrar a proximidade que há entre o universo feminino contido na obra de Jorge e a beleza das mulheres negras."
A união com a literatura é outro motivo pelo qual Renata se interessou. "Embora já tenha feito um book, não quis ser modelo porque eu achava meio vazio. Como ele estava fazendo um cruzamento entre as fotos de mulheres negras e a obra de Jorge achei que tinha sentido participar. Foge do padrão de beleza tradicional", ressalta.

Segundo Mecarelli, o trabalho começou em Paraty (Rio de Janeiro) e foi apresentado pela primeira vez em sua galeria Zoom, em 2006, paralelamente à Flip (Feira Internacional de Literatura de Paraty).
"Comecei clicando moças que trabalhavam na padaria, outra como garçonete, outra em casa de família... Mulheres de um cotidiano essencialmente simples, mas que, com a exposição, passam ao status de 'Deusas'", diz o europeu que se mudou para a cidade histórica em 2005. "O importante é não ser vulgar e a beleza acaba ficando na simplicidade", completa o criador do Paraty em Foco - Festival Inernacional de Fotografia.


Beleza Afro-Brasileira - Panamericana Escola de Arte e Design
Av. Angélica, 1.900, Higienópolis, centro, São Paulo, SP.
Até 8/9. Seg. a sex.: 9h ás 21h; sáb.: 9h às 12h. Grátis. 

ENTREVISTA COM A DELICIOSA

"Aluga-se um corpinho bem conservado com faróis empinados e delicadamente turbinados, com um pouco mais de 1 metro de puro conforto e espaço na porta malas traseiro.Design curvilíneo e moderno, com um motor cheio de potência. Garanto troca de óleo e revisão com um prazo máximo de 2 horas de espera.
Atenção: estou disponível apenas para condutores habilidosos com mulheres e com poder aquisitivo compatível.
PS: Não vendo, não empresto, nem doou. Apenas alugo. Favor não insistir!
"

@Dandaragaucha é gaúcha da fronteira - nasceu em Santana do Livramento - sotaque carregado, adora tradições gauchescas (música, comidas,...). Signo de escorpião, guria simples e de personalidade forte e marcante.
"sou bem desinibida e comunicativa, alguns dizem que sirvo como animação de festas adultas pelo agito que proporciono além do prazer é claro."
Gremista de coração, manequim 40, 1,64 cm, cabelos castanhos claros, olhos castanhos esverdeados, 90 cm de busto, bumbum 102 cm UAU! Uma delicia de mulher que contou seus segredos e aventuras para o SeximaginariuM.

LEO: Ser garota de programa é vocação, diversão ou perversão?
DANDARA: Por vocação? Acredito que todo ser humano tem vocação para o sexo, uns mais outros menos. Por perversão? Não, isso me faz lembrar meu professor (psicólogo) de faculdade falando que quem gosta de suruba é pervertido sexualmente, e eu na aula me sentindo um ET...Por diversão também, mas acredito que ser garota de programa pode ser por diversão ou por necessidade, mas para ter sucesso na “carreira” (durar no mercado mais de três meses com o mesmo nome) é necessária uma junção de fatores como: gostar de diversão, saber lidar com pessoas bem diferentes de nós, ter mente aberta principalmente para o sexo, saber lidar com muito dinheiro e se entregar de verdade para o sexo, curtir realmente.

LEO: Como tudo começou?  
DANDARA: Eu sempre gostei muito, muito de sexo (vocação será?), talvez por ser escorpiana, o signo mais caliente do zodíaco... Quando comecei estava precisando tanto de dinheiro quanto de sexo, apenas juntei o útil ao agradável, experimentei “a lida”, gostei e to curtindo até hoje.

 
"teve um que levou as calçinhas da mulher pra que eu usa-se com ele e enfiava a aliança na minha buceta, e dizia que quando chegasse em casa ia pedir pra esposa beijar a aliança"

LEO: O que "rola" nesse "mundinho" de fantasias sexuais?
DANDARA: Tem de tudo o que você pode ou não imaginar. Desde fantasias muito bizarras, como fantasias banais. Eu não curto fazer coisas muito diferentes, mas já teve pedidos como:
* teve homem que quando saí do banho tinha vestido a minha roupa - calçinha, sutiã, vestido e sapatos;
* teve um que levou as calçinhas da mulher pra que eu usa-se com ele e enfiava a aliança na minha buceta, e dizia que quando chegasse em casa ia pedir pra esposa beijar a aliança;
Enfim, uma infinidade de fantasias...rsrsrsrs.
Quando entramos nesse “mundinho” acabamos ouvindo tanta proposta e pedido diferente que de certa forma vamos acostumando com isso e achando esses pedidos normais

LEO: Você curte sexo com mulheres... Alguma senhora com cara de "caretona" já procurou seus serviços? Conte para nós como foi?
DANDARA: Sim adoro sexo com mulheres, na verdade me considero bissexual, apesar de sentir muito mais atração por mulheres... Já atendi casais que a esposa tinha uma cara de perua metida bem séria, com algumas esposas achei até que nem ia rolar clima, mas no fim deu tudo certo.
Teve um casal que atendi que a mulher era muito metida, bem “caretona” mesmo, ela mal me cumprimentava, simplesmente tirava a roupa deitava na cama me mandava chupar ela por uns 30 minutos aproximadamente, gozava se vestia e ia embora com o marido, sem puxar assunto comigo, no máximo um “tchau” na saída. Muito estranho isso, mas acho que ela gostou de mim, pois saímos várias vezes depois e sempre foi desse jeito, bem fria.

LEO: Por que os homens, mesmo os que têm mulheres lindas e deliciosas procuram garotas de programa?
DANDARA: Por motivos bem diversos, uns gostam de variar “o cardápio” pra se sentirem livres como os solteiros, outros porque a esposa não faz determinada posição ou não gosta de sexo mesmo, outros porque querem inversão e tem vergonha de pedirem isso em casa, há outros que saem comigo e levam as esposas junto porque querem vê-las interagindo com outra mulher, ou eles que querem transar com duas mulheres. Não tem um motivo em específico, mas já saí com mulheres casadas, lindas e gostosas que deixaram o marido em casa porque queriam curtir sozinhas, só pelo tesão egoísta mesmo.

 
"Ele gostam de serem chupados por duas mulheres ao mesmo tempo, e de fazer “trenzinho” que é eu chupando uma menina e o cliente me comendo D4, essas são as posições que eles mais pedem."

LEO: Do que os seus clientes mais gostam: sexo animal, suruba, papai-mamãe, fio terra, inversão...?
DANDARA: Até pelo meu blog ser direcionado a festinhas, os meus clientes gostam muito de sair comigo e outra menina junto, esse tipo de cliente prefere meninas que curtam realmente transar com mulheres, que é o meu caso. Ele gostam de serem chupados por duas mulheres ao mesmo tempo, e de fazer “trenzinho” que é eu chupando uma menina e o cliente me comendo D4, essas são as posições que eles mais pedem.

LEO: Uma pesquisa recente afirma que 80% dos homens querem experimentar algo diferente no Sexo? O que de "mais diferente" pediram para Você?
DANDARA: O algo diferente quando me pedem geralmente é inversão. Mas a situação mais diferente que eu fiz foi transar com o compadre (que deixou sua esposa em casa) + a compadre (que deixou seu marido em casa) + o amigo do compadre + a filha da compadre + a namorada da filha da compadre, todos juntos no mesmo quarto, sendo que eu fiz dupla penetração na comadre junto com o compadre - muito doido esse programa.

LEO: Um programa legal é...
DANDARA: com outras meninas junto.

LEO: Um programa engraçado foi...
DANDARA: De uma pessoa que ficou quase um ano tentando marcar comigo mas não conseguíamos coincidir os horários por que era tarde da noite, como ele ia mudar de cidade resolvi abrir uma exceção e marcamos um encontro no motel, ele chegou bem antes, levou champagne e chocolates, fomos pro banho, ao sair ele foi me chupar e estourou contra a parede uma taça com champagne, os cacos de vidro ficaram cravados no joelho dele, ele ficou furioso porque demorou tanto tempo pra sair comigo quando conseguiu aconteceu isso nos primeiros 10 minutos de encontro. Pedi que ele se acalmasse peguei uma pinça tirei os cacos enrolei um lençol e vamos para o vuco-vuco, transamos dois vezes, ao terminarmos olhei pra cama toda ensanguentada, ele foi pro banho, desmaiou dentro do box, carreguei-o até a cama, fiz um curativo com algodão e fita crepe e ele ainda me deu carona até em casa. Tragédia gozada... Risos.

LEO: Um programa que gosto de lembrar...
DANDARA: com certeza foi uma festa no motel Saara com 15 mulheres e oito homens, muito divertido, chupei 10 mulheres enlouquecidamente, o relato desse programa está no blog em: www.tdsdedandara.blogspot.com

LEO: Um para esquecer...
DANDARA: Não tenho nenhum pra esquecer, todos os programas que fiz foram momentos que curti, uns mais interessantes e prazerosos outros nem tanto.


30 ANOS DO 1º FILME PORNÔ BRASILEIRO


Em julho de 1982, há exatos 30 anos, estreava no Windsor, cinema tradicional do centro da cidade de São Paulo "COISAS ERÓTICAS", o primeiro filme pornô brasileiro. Com um público de 4,7 milhões (17º lugar na lista das maiores bilheterias do cinema brasileiro de todos os tempos), o filme mudou a trajetória do cinema nacional. Atualmente o acesso ao material pornografico produzido pelo mundo é facil - internet, canais a cabo, DVD, BLU RAY - mas na época do lançamento de "COISAS ERÓTICAS", ainda sob a censura do regime militar, era difícil conseguir e assistir um filme XXX. O VHS era raro no Brasil e o jeito era assistir dividir um pornô com amigos no “bom e velho” super 8. Uma verdadeira punheta coletiva! 


Após o sucesso  do 1º FILME PORNÔ_BR o público cinéfilo-punheteiro não queria mais ver apenas seios, nádegas e simulação de sexo com o pau mole. Para fazer sucesso nas bilheterias, era necessário mostrar explicitamente o "algo mais"!!
Em meados da década de 1980 a indústria paulistana da pornochanchada foi consumida pela invasão do sexo explícito. Cineastas criativos que produziam películas muito bem dirigidas passaram a realizar filmes pornôs. Jean Garret fez "FUK FUK À BRASILEIRA", "O BEIJO DA MULHER PIRANHA"; Ody Fraga fez o sucesso "SENTA NO MEU QUE EU ENTRO NA TUA"; José Mojica Marins (Zé do Caixão) fez dois filmes explícitos, um dos quais pensando em fazer o público ter nojo de ver sexo no cinema (estratégia que obviamente fracassou, pois tal filme, "24 HORAS DE SEXO EXPLÍCITO", foi um tremendo sucesso). Vários outros diretores entraram na onda do hardcore, a maior parte deles sob pseudônimo.
Cláudio Cunha produziu em 1984 "OH REBUCETEIO" certamente um dos melhores filmes de sexo explícito de todos os tempos. O filme tinha cenas verdadeiramente afrontosas, que mexiam com o público, como quando Cunha aparece incitando o espectador a gozar junto com os atores (e olhando para a câmera enfaticamente).
"COISAS ERÓTICAS" e outros tantos filmes do gênero XXX que vieram na sequencia, "jogam a ultima pá de terra" nas pornochanchadas produzidas na Boca do Lixo, que apostavam na nudez de belas atrizes e simulação de cópula, traições e um pouco de sexo-papo-cabeça.

 O FILME

  



COISAS ERÓTICAS (1981, Brasil) Direção: Rafaelle Rossi e Laente Calicchio. Elenco: Oásis Minitti, Jussara Calmon, ZairaBueno, Vânia Bonier, Walder Laurentis,Regina Célia e Deusa Angelino.
Revolução na época do seu lançamento, já que os espectadores brasileiros finalmente poderam ver atores "fodendo de verdade". O filme começa com uma cena de masturbação do ator Oásis Minniti. É o início da primeira das três histórias do longa dirigido por Raffaele Rossi. A primeira cena de sexo do cinema pornô brazuca é protagonizada pelos atores Oásis Minniti e Jussara Calmon (assista o cena do filme no final do post).

Apesar das cenas “calientes” para a época, “COISAS ERÓTICAS” mostra o sexo explícito tímido, com alguns poucos closes do "tchaca-tchaca na butchaca" e, principalmente problemas nos ângulos de filmagem. Os órgãos sexuais ficam encobertos por braços e pernas o tempo todo; os ângulos de câmera escolhidos não são exatamente os melhores para ver a "ação". Cenas de sexo oral são rápidas e filmadas de longe, talvez para não chocar. A ejaculação dos atores raramente é explícita, o que nos pornôs costuma representar o realismo da coisa ("Se o ator gozou, é porque eles estavam transando de verdade!"). Uma das cenas do filme, quando dois homens que se acariciam é engraçadíssima, pois termina com Fred dizendo: "cuidado com o dedão aí". O riso anula a crítica à homofobia pensada pelo diretor do segundo episódio, Laerte Calicchio, braço direito de Raffaele Rossi, diretor geral.
Algumas das atrizes nem toparam ir até o fim: Zaira Bueno, por exemplo, não aparece fazendo sexo, nem explícito e nem simulado, apenas peladinha numa cena de banho - mas já vale, pois ela é a mulher mais bonita do elenco.
“COISAS ERÓTICAS” pelo seu aspecto pioneiro e revolucionário, pela nudez das musas Jussara Calmon e Zaira, merece o reconhecimento da critica e dos cinéfilos no seu aniversário de 30 anos e, com certeza, a data não passará em branco.

 O LIVRO



Não passou! O primeiro filme pornô brasileiro ganha a sua biografia: COISAS ERÓTICAS – A HISTÓRIA JAMAIS CONTADA DA PRIMEIRA VEZ DO CINEMA NACIONAL (Panda Books, 200 páginas), dos jornalistas Denise Godinho e Hugo Moura.  
Alternando o relato jornalístico com uma espécie de reconstituição dramática daqueles tempos (e da carreira pregressa do diretor do filme, Raffaele Rossi, e de outros envolvidos, bem como de seus destinos), os dois pesquisadores traçam um interessante panorama do cinema paulista - a morte da pornochanchada (e de quebra a Boca do Lixo paulistana) e a entrada do Brasil no do ranking dos maiores produtores mundiais de filmes pornôs.

TALKSEXI COM A ATRIZ XXX ANNITA FERRARI


Annita Ferrari, paulistana, corintiana, 26 anos, emprestou o nome artístico da personagem vivida por Mel Lisboa da série Presença de Annita. Uma das atrizes do mundinho XXX mais conhecidas no país começou a atuar com 18 anos, já contracenou com os mais famosos atores brasileiros e estrangeiros atualmente faz shows de strip-tease em casas noturnas de São Paulo.

“Faz show de strip pelo Brasil todo, já foi capa de revista 18 vezes e fez 378 filmes. Ela conta, registra e arquiva tudo. Como produto de sua fama, Annita é sempre a atração principal dos filmes e shows e costuma ter a primazia de escolher os homens com quem contracena – esta última é uma grande vantagem, segundo ela, porque é grande o número de atores escrotos que, em cena, tratam com brutalidade as colegas. E como subproduto da fama, Annita Ferrari recebe olhares oblíquos de quem a conhece em cena e pensa que na vida real ela faz sexo full-time. Outro subproduto são as contas de Twitter fake criadas por anônimos. Falsos também são os gemidos e o tesão que ela sente em cena. Ou você algum dia pensou que as acrobacias e gritos e ereções eternas de filme pornô tinham alguma autenticidade? Simulação, muito gel e Viagra. Tudo circo pra fazer o sexo ultrapassar a tela e ir reverberar entre as suas pernas. Annita mesmo não sente nada.”

Mulheres Centrais no Garapa.org

Em entrevista 2009 ao site “Go Go Pornville” Annita contou como foi a sua primeira vez no set pornô – “foi horrível, péssima, tenebrosa. Eu estava super assustada e para completar colocaram um ator também novato, foi um fiasco. Para você ver, o filme nunca foi vendido, a produtora ainda está segurando, eles dizem que vão vender como o primeiro filme de Annita Ferrari que nunca foi lançado, pois é uma relíquia (que os anjos me protejam e que eles percam esse filme. rs), foi para Liberal Sex, só meu segundo foi lançado e daí para frente não parei.”

LEO: Além da grana o que mais te motivou a entrar no mundinho do cine pornô? Foi opção ou tesão?
ANNITA FERRARI: Realmente foi a grana.

LEO: Com que ator, atriz ou ambos (global ou não) você gostaria de gravar uma cena pornô? E como seria a cena?
AF: Não é global, mas Justin Timberlake e Britmey Spears... Com certeza, como seria? Hummmm seria beemmm gostosa  kkk

LEO: Você afirmou que gostava de contracenar com o Tony Tigrão... Ficamos curiosos para saber o que ele faz de bom e tão bem?
AF: Meu primeiro anal foi em filme e foi ele quem teve a paciência e profissionalismo pra ajudar e fazer um bom trabalho sem me estressar.

LEO: Você nunca gravou com Alex Ferraz "Me dá repulsa só de ver as cenas dele. Ele trata as minas como lixo." Com quem você nunca faria um pornô?
AF: Alex Ferraz. kkk

"No filme 90% é tudo fingimento e os outros 10% são no oral, que eu sinto prazer de receber... E só com mulher."

LEO: Quais são as atrizes que estão na ativa e você mais gosta?
AF: Belladonna e Sasha Grey

LEO: Qual a situação mais constrangedora que você passou em um set de filmagem?
AF: Presenciar um ator, q provavelmente estava doidão, dar um soco em uma colega.

LEO: Qual foi a transa mais bizarra? O fetiche mais louco?
AF: Foi um filme que tive que atuar com um cara que não tem as duas pernas.

LEO: Você afirmou que os filmes pornôs nacionais são uma panela de merda e os dos gringos uma panela de dinheiro bem ganho... Que não vale mais a pena fazer pornô aqui. O que aconteceu com a indústria do pornô brasileira "faliu" ou ainda tem muita "foda" para mostrar?
AF: Faliu mesmo... Ta muito ruim.

LEO: Atualmente você faz shows de strippers pelas casas noturnas do Brasil. Você desistiu do pornô ou o pornô desistiu de você?
AF: Não desisti, ainda atuo, mas só em internacionais, pois como gravar brasileiros com o cachê no chão? Não vale á pena, a pirataria ferrou com os nacionais... Então se é pra fazer, faço internacional.

LEO: Nas casas de shows que você se apresenta, alem dos convites para "fazer programa", já presenciou alguma cena insólita como uma punheta... Uma chupeta na plateia?
AF: Sim, algumas casas permitem esse comportamento, mas nem ‘’vejo’’, só danço kkkk





LEO: E sua relação com a internet (orkut, facebook). Quais os pontos positivos e negativos... Já "rolou" alguma interação diferente?
AF: não, não uso cam, só uso pra divulgação e conversar com os fãs mesmo. Negativo, é que alguns acham q eu saio dando de graça pra todo mundo e alguns que não diferenciam o personagem da vida real e fazem afirmações erradas.

LEO: Uma cena de pornô engraçada foi...
AF: Gravando no topo de uma montanha, William Carioca deu uma bombada tão forte que rolei abaixo... kkk

LEO: Uma cena que gosto de lembrar...
AF: A primeira... Fui à única q aceitou fazer dupla penetração no filme. As atrizes eram do ramo e eu era a novata.

LEO: Uma cena que quer esquecer...
AF: Um banho de vela quente q tomei em um filme de fetiche!

LEO: "Eu quero e vou ser diretora (quando passar para trás das câmeras) quanto filme ruim tem por aí, da até vergonha de fazer..." Quais são seus planos e projetos para o futuro?
AF: To fora disso, acho que devia ta louca quando falei isso!

ENSAIO COMPLETO DE ANITA FERRARI NO SEXIMAGEM

UM PRESENTÃO DA PARA NÓS

Terminado o #lingerieday 2012, realizadas as premiações, fizemos uma proposta para a @CoisasdaPimenta que ela fizesse um ensaio mostrando o prêmio. A delicinha topou e mostrou sua nova lingerie!
Aproveitamos o "ensejo" fizemos um talksexi apimentado com a delicinha "uma mulher rockeira porque tem bom gosto, passou dos 30 porque a vida quis, Fiona de tudo porque é o que tem prá hoje. Aqui a linguagem é a do boteco. Se gostar, puxe uma cadeira e peça mais uma cerveja".
 
LEO: Como foi participar do #lingerieday 2012?
PIMENTA: Curti prá caramba! As fotos já estavam planejadas e, no fim, renderam premiação em 2 espaços virtuais - o Blog SeximaginariuM e o Twitter do canal porn Sexy Hot.  Acho que toda mulher deveria, inclusive, se permitir fotografar de lingerie, mesmo que não seja para divulgação. Dá uma sensação muito boa!

LEO: O que um homem tem que fazer para você tirar a sua lingerie?
PIMENTA: Há tantas respostas para esta pergunta que só posso resumir com algo bem clichê: tem que rolar a química. É essa química inicial que vai definir, inclusive, se vou tirar a lingerie para ele mais de uma vez.
 
LEO: Pra que tipo de homem você não mostra nem a rendinha da lingerie?
PIMENTA: Pro tipinho "Meu pau é o centro do universo." Não suporto! 


LEO: E o blog a pimentinha e suas coisas muito texto pouca imagem... é um diário sensual...fale sobre ele?
PIMENTA: O blog surgiu da ideia de compartilhar algumas experiências. A gente só fala bem sobre aquilo que conhece, não é verdade?
 Tenho apenas um texto que é relato masturbacao-mutua-na-marginal-pinheiros, que foi publicado anteriormente num blog que criei com um ex-namorado.
Tem também um desabafo que me ajudou a superar uma dor de ego ferido (http://apimentinhaesuascoisas.wordpress.com/2012/07/07/hd883/) De resto, junto inspirações a boas lembranças que resultam nos contos que vão para o ar.
A falta de imagens é proposital. Gosto muito de ler (livros em geral) e criar os personagens e cenários em minha mente. A ideia é justamente a de dar ao leitor esta mesma possibilidade, a de exercitar sua criatividade com base nas descrições cheias de detalhes. Uma boa dica é ler o conto "Culpa do Calor"

"Então eu comecei a tirar a roupa molhada da minha esposa, mas com um tesão incontrolável. Confesso que comecei tirando o sutiã dela antes mesmo de tirar a camiseta. Eu estava doido para ver aquela cena “Garota Camiseta Molhada”. Aqueles seios deliciosos e os bicos durinhos me deixavam irracional. E ela também estava louca, selvagem, tirando minhas roupas com fome, de me ter, de meter comigo. “Me lambe, meu cachorrinho. Vai, baby, me chupa um pouquinho antes?” Impossível resistir a este pedido dela. Coloquei a Bibi sobre o sofá e desci por entre suas pernas, sentindo a urgência de seu gozo pela respiração ofegante e pelo habitual jeito que mexia em meus cabelos."
Leia o Conto em:
http://apimentinhaesuascoisas.wordpress.com/2012/02/03/culpa-do-calor/


LEO: Você acha que “nem todas as mulheres gostam de apanhar, só as normais”? (Nelson Rodrigues)
PIMENTA: Puxa, então eu sou normal =D
Tenho amigas que não suportam a ideia de apanhar, sentem-se humilhadas. Já eu gosto de levar uns tapinhas de leve no rosto (sou muito miúda, algo muito hard tende a me machucar) e uns tapas mais fortes no bumbum. Penso que os tapinhas e tapões no sexo nada têm a ver com uma violência categoria Maria da Penha. Para mim servem para aumentar o tesão, assim como uns palavrões, umas sacanagens ao pé do ouvido - ou gritadas para todos ouvirem - mas vai da cabeça de cada uma.

LEO: O que você pensa sobre os “brinquedinhos” femininos, as fantasias sexuais e outras formas de sexo como swing?
PIMENTA: Acho que tudo tem a intenção de liberar a criatividade e fazer com que a pessoa se conheça melhor. Tenho meu vibrador, mas nada substitui o "prazer com suor".
Confesso que sou careta, da linha "um é pouco, dois é bom...e três é demais". Já fiz menage uma vez, mas não interagi com a mulher, o foco era o cara. Foi bacana, mas não faço questão de fazer outras vezes. Matei a curiosidade e para mim já está de bom tamanho. Essa experiência me fez perceber que só curti a situação porque ambos eram meus amigos e não havia sentimento em relação a ele, mas que eu não sirvo para a "atividade a três", especialmente com um cara com quem eu tenha uma ligação sentimental - tenho uma dose de ciúmes que, embora moderada, não me permitiria conviver tranquilamente com as lembranças. Swing então nem pensam. É muito moderno para meu gosto e valores de vida.


LEO: Qual o lugar mais inusitado que você já fez sexo?
PIMENTA: Meus lugares inusitados são bem normais, viu? O mais perigoso, digamos assim, foi num antigo acostamento da Marginal Tietê (SP) - mas dentro do carro. Não sou fã de correr o risco de ser presa cometendo atos atentados ao pudor.

LEO: Uma fantasia...
PIMENTA: Transar em um mesmo quarto em que outro casal esteja transando.

LEO: Uma boa transa...
PIMENTA: Melhor não citar nenhuma, porque tenho tantas boas que acho injusto citar apenas uma. 

LEO: Uma transa ruim...
PIMENTA: No início da minha vida sexual (demorei bastante para decidir perder a virgindade), saí com um colega de trabalho que falava que fazia e acontecia. Na hora H, o ser humano teve ejaculação precoce. Fiquei com uma cara de "Ué...". 

LEO: O que te brocha num homem?
PIMENTA: Mente pequena e ego gigante. Ah, e bafo! (rs)


ENTREVISTA COM JULIA TENÓRIO DO BLOG @sexocult


...Na realidade Julia Tenório dona do blog http://www.sexocult.com/  é uma versão de mim; um pseudônimo criado para separar minha atividade no blog   ( @sexocult ) de minha vida particular e profissional. O que não significa que o que eu escrevo como Julia Tenório seja menos verdadeiro, obviamente. A ideia não foi esconder minha identidade (facilmente identificada por alguém mais atento), mas sim criar um canal no qual eu pudesse desvincular as publicações do blog de publicações acadêmico-profissionais que circulam com meu nome verdadeiro. Só uma forma de separar a autoria, já que a utilização do mesmo nome causaria certa “confusão” para minha área de pesquisa profissional.
Na verdade, os dois nomes suprem minha necessidade de realização pessoal. Sempre fui apaixonada por política, sexo, cultura e redes sociais. A política e as redes sociais são meus temas nas publicações profissionais e acadêmicas e o sexo e a cultura são os temas da Julia Tenório no blog.
Tirando essa particularidade eu sou uma simples mortal, leonina, de 35 anos, heterossexual, casada, sem filhos, dona de sete gatos e de uma cachorra vira-lata. Gosto de ler e de escrever sobre sexo, mas gosto, sobretudo, de aprender sobre sexo e é por isso que o blog existe, para que eu melhore minha compreensão sobre o sexo ao mesmo tempo em que a compartilho com meus leitores. C´est ça!

LEO: E o blog http://www.sexocult.com/... é um salada sexo-cultural... Às vezes leve outras nem tanto... Fale sobe ele?
Julia Tenório: Como sou graduada em Letras/Francês um dos meus passatempos é ler blogs franceses sobre cultura e sexo. Dessas leituras surgiu a ideia de traduzir alguns artigos com temas que circulavam pouco na blogosfera brasileira, por isso não há uma separação ou filtro. A ideia é pesquisar o que circula sobre o tema na França e no Brasil e contribuir para as discussões de alguma forma, compartilhando novidades ou impressões do que leio. Se eu encontro um artigo mais “apimentado” e acho que o tema é pouco debatido, ou traz uma novidade ou algo inusitado na área cultural brasileira eu faço uma releitura, imprimindo minha opinião e vou publicando. Às vezes não tão leve e muitas vezes uma bobagem, um produto, uma esquisitice...

LEO: @sexocult mexe com o imaginário dos leitores? Você recebe muitas "cantadas", convites, propostas indecentes?
Julia Tenório: Não recebo muitas cantadas. Recebo muitos elogios ao blog, há alguns artigos em particular. Alguns puxam um papo, mas nunca recebi cantadas diretas. Talvez porque o foco do site não seja minha figura, e não escrevo nada em caráter pessoal, ou, quem sabe por que faltam fotos da Julia Tenório...

LEO: O que você pensa sobre os “brinquedinhos” femininos, as fantasias sexuais e outras formas de sexo como swing?
Julia Tenório: Acho que tudo é válido para quem está afim. Como diz um amigo, “qualquer maneira de dar vale a pena”. Brinquedos são ótimos e muita gente curte; eu provei poucos. As fantasias sexuais são realmente inevitáveis. Acho que quem nunca fantasiou deve ter fingido muitos orgasmos (não?). E o swing também parece ser válido para muitos. Confesso que não me interessa muito, sou uma leonina possessiva e reservada, meu lance é o tête-à-tête, eu e só mais um. Mas... Meu desafio atual é quebrar algumas barreiras (o que também foi um dos motivos que me levaram a escrever no blog).

LEO: Um amigo cinquentão descasado que afirma: “não transo com mulheres que tenham mais de 30 anos!” O que esse cara esta perdendo?
Julia Tenório: Sinceramente eu não sei o que ele está perdendo. Eu não gosto de rotular relações nesses termos. Penso que as experiências não são comparáveis, principalmente quando envolve sexo. Sei lá se não tem muita mulher de 20 dando melhor que as de 30 e vice-versa. O que poderia dizer ao seu amigo é que se ele nunca fez sexo com uma mulher com mais de 30 ele talvez devesse experimentar. Dependendo do desempenho e da experiência da mulher de 30 que ele conseguir, talvez ele mude de opinião, ou não.

LEO: Sexo a três (com dois homens) é o sonho de consumo de muitas mulheres... Mas porque na hora H elas amarelam?
Julia Tenório: Então, não sei. Está aí uma coisa que eu também gostaria de saber! Nunca foi meu sonho de consumo e nunca tentei. Deveríamos perguntar pra quem já amarelou. Você, leitora, já amarelou? Conta aí pra gente!!! (FICA A PERGUNTA ALGUEM SE HABILITA?)


"Confesso que não me interessa muito (SWING), sou uma leonina possessiva e reservada, meu lance é o tête-à-tête, eu e só mais um."

LEO: Erotismo e pornografia... Onde um começa e onde o outro termina?
Julia Tenório: Para mim não passam de “termos” com sentidos diferentes que nossa sociedade, altamente classificatória, criou para distinguir entre o que pode ser considerado um conteúdo que “dá pra circular”: o erótico; e o que “não dá pra circular”: o pornográfico. Pelo menos (imagino) que é esse o efeito de sentido que os termos “erótico” e “pornográfico” produzem no senso-comum. Talvez seja uma questão que exija maior análise (nunca me preocupei em analisar essa diferença), gosto de ver o erotismo em coisas que muitos chamam de pornografia; e gosto de achar pornográfico muita coisa que circula sob o rótulo de erótico. É, no fundo, uma questão de ponto de vista.

LEO: O “homo sapiens contemporâneo” é pansexual, bigamo ou esta com saudades da Amélia?
Julia Tenório: Então, novamente são rótulos. Acho que somos tudo isso e nada disso. Talvez sejamos exatamente iguais aos homens das cavernas e eu nem saberia dizer se eles eram mais ou menos “pansexuais”, “bígamos” ou se tinham mais “Amélias” do que temos hoje. Eu conheço, hoje, pansexuais, bígamos e, ao mesmo tempo, tem muita gente com saudades da Amélia.

LEO: A afirmação que algumas mulheres fazem “Eu não trepo só faço amor".. Não atrapalha?
Se elas pensassem "Vou dar gozar e pronto, e se o cara não ligar no dia seguinte foda-se"...isso não facilitaria a vida?
Julia Tenório: Pois é, acho que sim. Acho que a ideia do amor atrapalha muita “trepada”, mas fazer o que se a infeliz só goza quando está “amando”? Ela aprendeu assim. Felizmente, segundo a Regina Navarro, isso ainda tem salvação, já que o conceito de amor foi inventado e ele vem se modificando para o bem das “trepadas” com satisfação. 

LEO: Qual o lugar mais inusitado que você já fez sexo?
Julia Tenório: Por incrível que pareça nunca fiz sexo em lugares “muito” inusitados. O mais inusitado que eu consegui realizar foi na escada de um prédio comercial. Minha sorte é que ainda tenho muito tempo de vida...

LEO: Uma fantasia...
Julia Tenório: Muitas e nenhuma. As muitas surgem dos momentos e são realmente inconfessáveis. O verbo estraga a fantasia.

LEO: Uma boa transa...
Julia Tenório: A que satisfaça os desejos da hora.

LEO: Uma transa ruim...
Julia Tenório: A obrigatória, feita por obrigação.

LEO: O que te broxa num homem?
Julia Tenório: A grosseria. Acho até que a frase do Che Guevara tem melhor aplicação no sexo do que na política: “É preciso endurecer sem jamais perder a ternura”.